Palestra sobre Psicodiagnóstico

Novembro 5, 2008 – 4:55 pm

No dia 4 de novembro de 2008 a dra Jacqueline Pitchon, ministrou uma palestra para os participantes da Clínica Social Psicodiagnóstico Infantil  Objetivo: Entender os conflitos da criança localizando suas causas, o que possibilita definir objetivos para o tratamento e os métodos a serem utilizados. Etapas Como  faço?1-Anamnese com o pai e mãe2-Hora de jogo mais desenho livre3-Avaliar processos intelectuais(matrizes progressivas coloridas –J.C. Raven)4-Investigar indicadores de comprometimento neurológico (teste gestaltico viso-motor-bender)5-Investigar atenção, memória e raciocínio lógico em caso de suspeita de déficit de atenção. (Tedif 1-2-3-  Emílio Carlos Tonglet)6-Avaliar característica de personalidade e dificuldades emocionais-H.T.P ( casa- árvore- pessoa)John N. Buck-Desenho da figura humana Machover-Desenho da famíliaJ. Maria Lluis-Cat-a ( teste de a percepção temática para crianças- animal)Henry A. MurrayObservações: Apesar de não recomendado pelo CFP, minha prática clínica aponta sua riqueza como instrumento complementar de avaliação da personalidade infantil.7-Entrevista devolutiva para pai e mãe8- Entrevista devolutiva para a criança   Caso Clínico (Hugo)  - 8 anos-Queixa inicial: Enurese Noturna-Conduta diagnóstica 1-Entrevista com os pais2-Hora de jogo mais desenho livre3-Testes: Raven infantil+ Desenho da família4-Teste: Cat-a5-Testes: tedif 1-2-3 +bender6-Entrevista devolutiva para os pais7-Entrevista devolutiva para Hugo  Dados da Anamnese  -Hugo nunca controlou a urina á noite-Tem imaginação fértil: mente muito-Muito lento para executar tarefas-Baixo rendimento escolar-Irmão (10 anos) muito inteligente-Pais têm vida profissional intensa-Pai teve enurese noturna até 7 anos-Hugo é muito “bonzinho” Resultados  -Intelectualmente superior grau 1-Déficit moderado de atenção-Indícios de possibilidade de comprometimento neurológico (posteriormente confirmado por neurologista)-Inibição afetiva-Tendências depressivas-Baixa auto-estima-Dificuldade para lidar com a realidade-Agressividade latente-Insegurança/conflito edípico/não resolvido-Atitude defensiva diante da realidade causada pela percepção do ambiente como hostil  Conclusão Diagnóstica  -O excesso de exigência sobre Hugo provoca sentimentos de raiva além de causar baixa auto-estima e sinais de depressão.-Apesar da inteligência superior, demonstra reatividade psicomotora diminuída causada pela reação depressiva somada ao desenvolvimento neurológico lento.  Indicações   -Ludoterapia para Hugo com sessões semanais -Acompanhamento dos pais com sessões quinzenais -Avaliação do neurologista   Por: Jacqueline Pitchon    

Prospecto Seleção de Novos Terapeutas

Julho 25, 2008 – 5:00 pm

A CLÍNICA SOCIAL DE PSICOTERAPIA, FUNDADA EM 31/08/85, É UMA ENTIDADE QUE OBJETIVA PRESTAR ATENDIMENTO TERAPÊUTICO A PESSOAS QUE NÃO PODEM ARCAR FINANCEIRAMENTE COM UM TRATAMENTO PARTICULAR.                                                                                                                                            OFERECE FORMAÇÃO A PSICÓLOGOS QUE PARTICIPAM DE REUNIÕES CLÍNICAS, GRUPOS DE ESTUDO, SUPERVISÕES, PALESTRAS E ATENDIMENTO PSICOTERÁPICO.                                                                                                                                         ESTÃO ABERTAS INSCRIÇÕES PARA TERAPEUTAS QUE DESEJAM SISTEMATIZAR SUA FORMAÇÃO E PRÁTICA DE ATENDIMENTO.

PRÉ – REQUISITOS

SER FORMADO EM PSICOLOGIA OU MEDICINA                                                            SER INSCRITO EM CONSELHO                                                                                         ESTAR EM TERAPIA

A CLÍNICA OFERECE 

SALAS PARA ATENDIMENTO
REUNIÕES PARA DISCUSSÃO E ENCAMINHAMENTO DOS CASOS CLÍNICOS

OS TERAPEUTAS

PRESTAM ATENDIMENTO A PESSOAS CARENTES                                         PARTICIPAM DA COTIZAÇÃO DAS DESPESAS DA CLÍNICA                                              FAZEM SUPERVISÃO CLÍNICA COM OS COORDENADORES DA ENTIDADE                                                                                                                 PARTICIPAM DOS GRUPOS TEÓRICOS E DE CASOS CLÍNICOS.
COORDENAÇÃO

ClaudiaRegina Soares Baumfeld C
RP04/5588                                                                                                                                                Janaína Silva Queiroz CRP 04/13741
Luiz Afonso Baumfeld CRM 13942
Maria Sonia Martins CRP 04/19774
Vanessa Gama Pozzato CRP04/ 14681 

INSCRIÇÕES

Av. ÁLVARES CABRAL, 1134 – LOURDES BH
FONE: 32914527
EMAIL: clinicasocialdepsicoterapiaia@yahoo.com.br
SITE: www.clinicasocial.com.br

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Mais lembranças de Beth Clark

Maio 24, 2008 – 11:59 am

Caros colegas

Estive em Macacos, num restaurante chamado Jerimum, e após vi em seu site que eles estavam promovendo uma homenagem à memória de Beth Clark. Entrei em contato com o promotor do evento, conforme parte final da página e recebi resposta deste. Estou lhes encaminhando esta mensagem pois sei que foram amigos de Beth e isso pode lhes interessar.

Um abraço a todos

Abel
 

Abel,

 fico feliz que a Beth também tenha feito parte de sua vida, pois Beth é parte do Jerimum também. Volta e meia ela aparece por meio “da sincronicidade”

nas lembranças de alguêm aqui.

Veja o mail do aniversário de morte dela que enviei 

e um texto lindo que o marido dela escreveu sobre a própria.

Um abraço,

rommel

beth_2.jpg

“Fique atento ao diabo louro que mora na soleira da sua moleira”

Beth Clark

Salve o casal Beth Clark!

Entre 1998 e 2002 Beth Clark, e seu grande companheiro Geraldo Magnani,

vieram ao Jerimum praticamente todos os sábados, e quase todos os domingos.

Chegavam sempre por volta das 5 horas da tarde do sábado “invadindo”

o Jerimum com uma energia inconfundível…

 

Na verdade, por onde passavam,

 fosse a bordo do seu calhambeque a caminho do Jerimum

ou fosse na piscina do Makenzie desfilando com seus panos coloridos,

 o casal, bem ao estilo de Frida Kahlo e Diego Rivera, chamava atenção.

 

Ao longo desses anos, a dupla fez uma legião de fãs e

sua energia positiva de cores fortes e perfume de amoras

é sempre sentida aqui no Jerimum.

 

Dia 15 de abril farão 6 anos do falecimento da Beth

e, em homenagem e ela e ao Magnani, faremos 

 neste sábado, dia 12, um chá gratuito

no tradicional horário Beth Clark (às 17:00). 

(favor ligar para confirmar presença - 3547 73 65)

 

Dois pés de murta perfumavam o jardim de nossa casa.  A murta é uma árvore de pequeno porte, de folhas verde-escuras.  Floresce muitas vezes no ano.  Suas flores alvas se exibem em pequenos buquês esplendidamente delicados e olentes, sobretudo à noite.  Até mesmo suas folhas exalam perfume.  Sua floração é rápida.  Em dois ou três dias milhares de pétalas alvas e perfumadas tapeteiam inimitavelmente o corredor que conecta o  portão de entrada com o fundo do lote. Sempre considerei este tapete muito simbólico.  Quando Beth saía pelo quintal, necessariamente passava sob os pés de murta.  Caminhava como uma princesa sobre aqueles tapetes mágicos que a natureza lhe preparava.   Gosto ainda da floração da murta.  Nos deliciosos tempos de Beth entre nós, gostava muito de  anunciar a ela, pela manhã, logo que despertava:  -Princesa, querida, as murtas aproveitaram o silêncio da noite para estenderem tapetes para sua passagem!   E era exatamente o que eu sentia.  Amava ver sua figura linda e luminosa desfilando sobre aquele encantador piso cujo aroma, espalhando-se por toda casa, alcançava a rua e inebriava  os passantes.

  (”Tapete Perfumado” escrito pelo amigo Geraldo Magnani para sua esposa Beth Clark)

Olá Rommel

 Já nos conhecemos pessoalmente pois estive há três semanas atrás, num sábado à tarde em que eu, Adriana e você batemos um papo lá pras 5 da tarde. Me chamou atenção sobre uma homenagem que você faz à memória de Beth Clark (isto é, se referimos a mesma pessoa - filha de Lygia Clark). Gostaria de maiores informações sobre o motivo da homenagem pois trabalho na Clinica Social de Psicoterapia, cuja fundadora foi a Beth Clark e lá ela fez muitos amigos.

Um abraço


Beth Clark

Maio 7, 2008 – 12:18 pm

   Beth Clark 

Se sua cozinheira

começa a fazer macumba para a sua felicidade conjugal, é hora de questionar a relação. Se os passarinhos da casa começam a morrer e as plantas a secar, é hora de questionar o astral. Se você começa a ter escolioses, cifoses, lordoses, bicos de papagaio, alergias e melancolia,é hora de questionar a relação. E há, também, o momento em que o outro começa a lhe dar cólicas intestinais. E, caso tenha optado pela separação,escolha o sábado.    No sábado separa-se e chora-se. No domingo vive-se a perplexidade. Na segunda, retoma-se a vida normal. Também é bom ter um sal de frutas para o amanhecer. A ressaca amorosa é a pior delas. Tenha também, à mão, vários rolos de papel higiênico. São ótimos para assoar o nariz. Para se separar lembre-se somente dos maus momentos, normalmente os mais recentes. E se tiver de separar várias vezes não se assuste:Na primeira você grita, na segunda, chora. A partir da terceira você geme. A dor educa. A partir da terceira você terá a elegância de um inglês. E, se tiver de sofrer, aproveite e faça poemas.                    

                                             

MULHER, 

Teu corpo é pleno de oceanos

infinitos, ferozes e sombrios

que atendem

sob o nome de prazer.

Fêmea pulsante,

lua frêmita sedenta de sol,

mergulha em teus vulcões,

cuspa-te em lavas coloridas:

vermelhas, roxas, alaranjadas,

que se listam, orvalhando o mar

pintado de cavalos-marinhos azuis

e estrelas retas

em cristal de prata.   

Beth Clark

 

Jornal em Foco

Maio 6, 2008 – 9:44 am

“Em Foco”

Editorial

Fazer um jornal é uma idéia que nos acompanha desde sempre. Por que agora? Talvez por que estamos alcançando a maioridade. Não sei se tudo isto será um “Jornal” ou simplesmente uma forma de comunicação entre todos nós da clínica. Talvez tenhamos a pretensão de mostrar à comunidade quem somos, os nossos objetivos, nossa filosofia, nossa forma de trabalhar.

Com “Em Foco” muita gente poderá descobrir que pode fazer uma psicoterapia, seja qual for sua renda.

Com este “enfoque”, muitos profissionais poderão descobrir que têm uma clínica onde podem investir para adquirir mais conhecimentos, onde encontrarão um número constante de novos clientes, onde terão grupos de estudos, supervisões, palestras, reuniões clínicas. São 20 anos ininterruptos de funcionamento da Clínica Social.

“Em foco” também mostrará trabalhos elaborados por nossos terapeutas e diretores, mostrará que a clínica Social de Psicoterapia é um lugar de atendimento psicoterápico, é um lugar de aprender psicologia e psicoterapia, e principalmente um espaço de interação humana, que abre suas portas para toda a comunidade que queira ou precise de nossos serviços.

Não é uma tarefa fácil, mas muito gratificante. Compilar textos, autores, idéias, informações não é fácil para quem começa, mas temos a certeza que “todo trabalho dá frutos e todo fruto dá trabalho”.

Leia o artigo completo

Homenagem a Beth Clark

Maio 6, 2008 – 9:39 am

Foto

Com esta foto e este poema da Beth estamos homenageando carinhosamente a idealizadora e fundadora desta Clínica.

Cavaleiro,

 

volta das cruzadas!

 

Chega de morte,

 

chega de guerra!

 

Guarda tua espada:

 

Embainha-a

 

e acaricia a mulher

 

que te espera!

 

Beth Clark

Transtornos alimentares

Maio 6, 2008 – 9:37 am

Quando a atitude vinculada ao peso, à forma corporal e sobretudo à comida se transforma no regente da vida de uma pessoa, estamos diante de um transtorno alimentar.Quando tal atitude se traduz por episódios recorrentes de ataques incontroláveis à comida, seguidos de comportamentos compensatórios inadequados cuja meta é prevenir o peso, estamos frente à bulimia nervosa.

O ideal de beleza que a cultura ocidental propõe nas últimas décadas é marcado pela priorização do corpo  por uma silhueta magra. A busca desse ideal se tornou imperativa em nossa sociedade e pode constituir uma das forças de influencia e perpetuação dos transtornos alimentares.

As mulheres jovens revelam-se mais vulneráveis à sintomatologia bulímica e acabam se tornando prisioneiras de um paradoxal ciclo que envolve a compulsão alimentar periódica seguida de vômito, com uma angústia e culpa quase insuportáveis.

A compreensão do transtorno alimentar, por meio de uma psicoterapia pode possibilitar uma elaboração psíquica e a constituição de uma via de acesso ao mundo interno do paciente com a meta de prepará-lo para enfrentar o desconhecido, as frustrações e as renúncias inerentes ao viver.

 

Por Vânia Maciel – Psicóloga - Psicanalista

Preguiça

Maio 6, 2008 – 9:37 am

I) Preguiça

            O último dos sete pecados capitais é socialmente compreendido como sendo a falta de ânimo, de vontade ou de providência para a execução de qualquer tarefa.

            Diferente da ociosidade, que pode ser criativa e que favorece descobertas acerca de quem a exercita, a preguiça é repetitiva e expansiva: a progressiva expansão da imobilidade física é diretamente proporcional ao latente prazer de controle sobre o próximo.

            Os primeiros movimentos inibidos costumam ser os corporais, em direção à paralisação dos movimentos emocionais (sentimentos). O último movimento retardado (não  eliminado) é o raciocínio.

            Como os outros seis elementos nocivos à evolução, ela se coloca avessa à transformação e é fruto de um desamor.

II) Agregados contextuais e psíquicos da preguiça:

a)      O avanço tecnológico que favorece o mínimo esforço pessoal;

b)      A má vontade: conseqüência de baixa cooperação (hipodesenvolvimento da humanização), cria justificativas para que não se faça o que seria necessário;

c)      A sensação de incapacidade: facilitadora do desânimo e da desistência, promove a convicção de que não vale a pena tentar executar a tarefa que se faz necessária;

d)      A indecisão: aliada da preguiça favorece a falta de ação por promover a “cisão” entre o querer e o executar responsavelmente algo;

e)      O pessimismo: predetermina o resultado negativo, impossibilitando a chance de enfrentamento da realidade e abrindo margem para;

f)        O derrotismo: que não só tolera como também considera como impedimento para uma nova experiência, a possibilidade de um insucesso. Autoriza a eliminação da humildade de querer aprender com a vivência uma dificuldade.

  Agradecemos a Cláudia Prates por ter gentilmente cedido o texto acima para publicação neste número.

O PRINCÍPIO DO PRAZER E O PRINCÍPIO DA REALIDADE EM UMA ESTÓRIA INFANTIL

Maio 6, 2008 – 9:36 am

Este texto tem a finalidade de analisar conceitos psicanalíticos básicos em uma estória infantil, que descreve as aventuras de peixes no fundo do mar.

A estória, em forma de desenho animado, chama-se “Procurando Nemo” da Disney Pixar Studios, conta a saga de um pai “peixe palhaço” que sai à procura de seu filho, capturado por um mergulhador e levado para um aquário em Sidney na Austrália.

No início o pai e a mãe conversam sobre as quatrocentas ovas que irão chocar, olhando para o lugar que escolheram para morar e criar os filhotes. De repente, aparece um predador e come a mãe peixe e todas as ovas, menos uma,  o peixe de nome Nemo. Esse peixe, o único que restou da ninhada começa a ser cuidado pelo pai, super protetor, que protela a sua entrada no mundo do fundo do mar. Como se não bastasse, este filho tem uma nadadeira defeituosa, o que acentua ainda mais a proteção do pai. Após sua entrada na escola, o pai descobre que os alunos irão perto do paredão, limite em direção ao alto mar. Segue assim em direção a este lugar onde então seu filho o desobedece e cai na rede do mergulhador. A partir daí inicia-se a procura deste pai pelo filho, onde encontra um peixe-fêmea que se mostra desmemoriada, desorientada, porém pertinaz, abrindo caminho às vezes desconhecidos, às vezes perigosos.

            A leitura que faço destes dois personagens se compara à postulação de Sigmund Freud no que se refere ao princípio do prazer e ao princípio da realidade. O princípio do prazer reina no inconsciente, garante a vivência de satisfação, os sonhos, está no registro do desreal e ligado às pulsões sexuais. O princípio da realidade domina o consciente, garante a obtenção no real das satisfações e está ligado à auto-conservação. São os dois princípios de funcionamento do aparelho psíquico; a passagem do princípio de prazer para o princípio de realidade não faz suprir o primeiro. Representam o dualismo pulsional e o conflito entre o ID e o EGO. O princípio do prazer não tem memória, o princípio de realidade só tem objetivo; embora antagônicos, caminham juntos, emparelhados e um só se reconhece no outro e vice-versa.

            O pai – princípio de realidade – quer encontrar o filho a todo custo, às vezes atabalhoadamente, mas com persistência, obstinação e até mau-humor. O peixe-fêmea – princípio de prazer – também quer encontrar Nemo, mas não tem orientação nem física nem temporal e nem espacial – simplesmente arrisca. O pai, chamado Marlim, procura o único filho que lhe resta e não tem indícios para onde ele foi. O peixe-fêmea, chamado Dori, sofre de perda de memória recente e não consegue se lembrar de nada, mas acompanha o pai na busca desenfreada pelo filho. Os dois juntos se completam inusitadamente (ambos são necessários, embora às vezes contraditórios) e vão percorrendo os perigos dos mares, que são muitos, conseguindo atravessar os oceanos e paradoxalmente encontrar os caminhos que os levem até um aquário em um consultório dentário em Sidney, onde está o filho capturado pelo mergulhador. Uma tarefa que parecia impossível consegue se concretizar com os esforços de ambos, que lutam para encontrar o filho Nemo. A estória, divertida, atraente, consegue prender a atenção tanto de adultos como de crianças, não deixando de ter pontos trágicos, adversos, perdas, mas também contemporizando a dualidade existente em todos os processos da vida.

  

Bibliografia:

-         Vocabulário de psicanálise: J. Laplanche – B.Pontalis 5ª edição.

-         Procurando Nemo – Disney/pixar.

Luiz Afonso Baumfeld - Pediatra - Psicanalista

A psicologia

Abril 18, 2008 – 3:53 pm

simbolo_psicologia_01.jpgO entendimento usual que define a Psicologia e dela se deriva, percorre vários outros segmentos da vida como um todo, e não só se restringe ao corpo e a mente, como muitas vezes é pensado.A Psicologia tornou-se referencial, e por esse motivo nos vemos envolvidos em situações tais quais, ás vezes, não imaginamos que dela faça parte. Assim como nossa vida cotidiana é estruturada sobre uma base social, nossa vida mental é estruturada sobre papéis que desempenhamos na sociedade. Podemos, então considerar que a psicologia não é um tema novo, visto que, sua essência já era pensada desde tempos remotos, sem muitas pretensões científicas. A sua prática e teoria advém da sua simples sede de conhecimento acerca do comportamento humano.

A história da psicologia remonta desde o ano 600 e vem caminhando a passos largos, mostrando sua evolução nos quatro cantos do mundo, do seu mais simples pensar ao mais complexo saber. Com o passar dos anos a psicologia foi conquistando mais e mais espaço no âmbito da ciência. Do comportamento como objeto de estudo, a psicologia foi apontando para o conhecimento do sintoma que nele se esconde , ou seja, o comportamento é a tradução, a manifestação de um sintoma, que por sua vez é a expressão de algum distúrbio ou experiência que o indivíduo está vivenciando.

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